EBC: Preso há duas semanas, o ex-senador Gim Argello prestou o primeiro depoimento à Polícia Federal em Curitiba. Argello foi preso prevent...
EBC: Preso há duas semanas, o ex-senador Gim Argello prestou o primeiro depoimento à Polícia Federal em Curitiba. Argello foi preso preventivamente, quando não há prazo. Ele é suspeito de ter recebido propina em troca de evitar a convocação de empreiteiros em Comissões Parlamentares de Inquérito sobre a Petrobras, entre 2014 e 2015.
Segundo o Ministério Público Federal, os investigadores recolheram provas de que o ex-senador teria recebido cerca de R4 5 milhões em propina da empreiteira UTC, de acordo com delação premiada do dirigente da empresa, Ricardo Pessoa.
Argello teria orientado o empreiteiro a encaminhar o dinheiro como doações eleitorais aos diretórios de quatro partidos indicados por ele: DEM, PR, PMN e PRTB. Em 2014, as legendas formavam uma coligação com o PTB, partido pelo qual o ex-parlamentar tentava a reeleição.
No mesmo ano, Ricardo Pessoa não foi convocado para depor na CPI da Petrobras no Senado e na CPI Mista que investigou a estatal. Argello integrou as duas comissões e era, inclusive, vice-presidente da CPMI.
Mas a defesa dele argumenta que não há provas de que Argello teria recebido vantagens econômicas para não convocar Ricardo Pessoa, o que não justificaria, segundo eles, a prisão preventiva.
Os advogados alegaram também que o cliente não é mais parlamentar e não teria influência política para ser mantido detido. Mas a Justiça discordou e manteve a prisão preventiva.
O ex-senador foi preso na vigésima oitava fase da Lava Jato, que recebeu o nome de Vitória de Pirro. A nova etapa cumpriu 21 mandados judiciais em Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e Taguatinga, região administrativa do Distrito Federal.
Segundo o Ministério Público Federal, os investigadores recolheram provas de que o ex-senador teria recebido cerca de R4 5 milhões em propina da empreiteira UTC, de acordo com delação premiada do dirigente da empresa, Ricardo Pessoa.
Argello teria orientado o empreiteiro a encaminhar o dinheiro como doações eleitorais aos diretórios de quatro partidos indicados por ele: DEM, PR, PMN e PRTB. Em 2014, as legendas formavam uma coligação com o PTB, partido pelo qual o ex-parlamentar tentava a reeleição.
No mesmo ano, Ricardo Pessoa não foi convocado para depor na CPI da Petrobras no Senado e na CPI Mista que investigou a estatal. Argello integrou as duas comissões e era, inclusive, vice-presidente da CPMI.
Mas a defesa dele argumenta que não há provas de que Argello teria recebido vantagens econômicas para não convocar Ricardo Pessoa, o que não justificaria, segundo eles, a prisão preventiva.
Os advogados alegaram também que o cliente não é mais parlamentar e não teria influência política para ser mantido detido. Mas a Justiça discordou e manteve a prisão preventiva.
O ex-senador foi preso na vigésima oitava fase da Lava Jato, que recebeu o nome de Vitória de Pirro. A nova etapa cumpriu 21 mandados judiciais em Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e Taguatinga, região administrativa do Distrito Federal.
