Seu principal lema na campanha será defender um choque de ordem para o Brasil.
O deputado Jair Bolsonaro (RJ) trocou o PP pelo Partido Social Cristão e já trabalha na sua pré-campanha ao Palácio do Planalto em 2018. Seu primeiro objetivo é convencer o general Augusto Heleno Pereira, ex-comandante militar da Amazônia e primeiro chefe da missão brasileira no Haiti entre 2004 e 2014, a concorrer como vice na sua chapa. Com bandeiras conservadoras, o parlamentar organizou uma agenda para fazer palestras e participar de eventos políticos em vários estados. Bolsonaro está de olho no mercado de votos que junta em torno das mesmas teses os cristãos evangélicos e os militares da reserva. Seu principal lema na campanha será defender um choque de ordem para o Brasil.
O general Heleno é um dos mais respeitados oficiais do Exército. Encerrou a carreira em 2011, após 45 anos na vida militar, e em seu discurso de despedida defendeu o legado da ditadura militar. Quando ainda estava na ativa, classificou a política indigenista do governo do então presidente Luis Inácio Lula da Silva de “lamentável, pra não dizer caótica”. Ele estava inconformado com a demarcação contínua da reserva dos índios Yanomami, em Roraima, definida pelo Supremo Tribunal Federal. Desde antes de ir para a reserva, o general é convidado a entrar na política, mas nunca se filiou a qualquer partido.
Bolsonaro, capitão da reserva do Exército que deixou a farda na década de 1980 depois de organizar um protesto por melhores salários, é aliado da bancada evangélica do Congresso e se identifica com todas as teses deste segmento religioso.
Bolsonaro começou na política elegendo-se vereador no Rio de janeiro em 1988. É deputado federal desde 1990. De lá pra cá, suas posições reacionárias e de direita só lhe deram mais votos. Antes de entrar na política partidária, o ex-militar já tinha conseguido eleger sua então mulher vereadora no Rio. Com força política, conseguiu eleger os filhos Eduardo como deputado federal por São Paulo, Flávio deputado estadual fluminense, e Carlos, vereador carioca. Bolsonaro acredita que terá mais eleitores que o Pastor Everaldo, candidato do PSC à Presidência em 2014, que obteve 780 mil votos.
Para aquecer a campanha, Bolsonaro organizou uma viagem à Israel no início de maio.
Vai com objetivo preciso: quer conhecer o sistema de segurança daquele país, principalmente a área de inteligência e espionagem, a legislação que sistematiza o uso de armas pelos civis, a tecnologia da dessalinização da água do mar e os projetos de agricultura irrigada. Bolsonaro não tem ilusão de que chegará ao segundo turno. Mas sabe que pode ajudar a formar uma bancada de deputados e senadores ainda mais conservadora que as atuais.
O general Heleno é um dos mais respeitados oficiais do Exército. Encerrou a carreira em 2011, após 45 anos na vida militar, e em seu discurso de despedida defendeu o legado da ditadura militar. Quando ainda estava na ativa, classificou a política indigenista do governo do então presidente Luis Inácio Lula da Silva de “lamentável, pra não dizer caótica”. Ele estava inconformado com a demarcação contínua da reserva dos índios Yanomami, em Roraima, definida pelo Supremo Tribunal Federal. Desde antes de ir para a reserva, o general é convidado a entrar na política, mas nunca se filiou a qualquer partido.
Bolsonaro, capitão da reserva do Exército que deixou a farda na década de 1980 depois de organizar um protesto por melhores salários, é aliado da bancada evangélica do Congresso e se identifica com todas as teses deste segmento religioso.
Bolsonaro começou na política elegendo-se vereador no Rio de janeiro em 1988. É deputado federal desde 1990. De lá pra cá, suas posições reacionárias e de direita só lhe deram mais votos. Antes de entrar na política partidária, o ex-militar já tinha conseguido eleger sua então mulher vereadora no Rio. Com força política, conseguiu eleger os filhos Eduardo como deputado federal por São Paulo, Flávio deputado estadual fluminense, e Carlos, vereador carioca. Bolsonaro acredita que terá mais eleitores que o Pastor Everaldo, candidato do PSC à Presidência em 2014, que obteve 780 mil votos.
Para aquecer a campanha, Bolsonaro organizou uma viagem à Israel no início de maio.
Vai com objetivo preciso: quer conhecer o sistema de segurança daquele país, principalmente a área de inteligência e espionagem, a legislação que sistematiza o uso de armas pelos civis, a tecnologia da dessalinização da água do mar e os projetos de agricultura irrigada. Bolsonaro não tem ilusão de que chegará ao segundo turno. Mas sabe que pode ajudar a formar uma bancada de deputados e senadores ainda mais conservadora que as atuais.
